terça-feira, 14 de junho de 2011

Pela sustentabilidade do homem

       Nas últimas décadas uma importante questão vem sendo levantada: a da preservação do meio-ambiente. É necessário que entenda-se por esse termo, antes de qualquer análise, um conceito mais amplo que "fauna e flora" e associar os aspectos sociais, culturais, econômicos e políticos intrínsecos a ele. A falta de consciência ecológica e descaso com as temáticas ambientais devem-se principalmente à não exposição das relações acima citadas.
       O processo de degradação dos ecossistemas já existia desde a História Antiga, mas intensificou-se a partir da Revolução Industrial, que eleva os níveis de poluição de uma escala localizada a global devido à consolidação do sistema capitalista. Junto dele, sabemos, vem a idéia de acumular riquezas no menor espaço de tempo possível, ainda que para isso seja necessário degradar - inclusive irreversivelmente - alguns dos mais importantes fatores biológicos.
       As conseqüências de toda essa transformação da natureza em empecilho para o desenvolvimento da modernidade foram especialmente vistas no ano de 2010. Ondas de calor, chuvas em época de seca, alagamentos urbanos, baixa umidade e poluição do ar são as mais alarmantes. Ainda assim, não tomamos atitude consciente e continuamos com o desejo de construir novas hidrelétricas, usinas nucleares e plataformas pretrolíferas. Após a explosão da Deep Horizon no Golfo do México, o chefe executivo da British Petrolium chegou a dizer que os impactos ambientas dessa tragédia foram "muito, muito modestos" [The New Yorker, maio 2010].
       É esse tipo de pensamento que tem tomado a cabeça da sociedade contemporânea. O progresso acima de tudo é uma das piores coisas que podemos transmitir às futuras gerações e precisa ser extinto antes que as espécies animais e vegetais o sejam. Para isso existe o desenvolvimento sustentável, que visa atender todas as verdadeiras necessidades da população sem prejudicar o meio-ambiente a ponto de esgotá-lo para as gerações por vir; em outras palavras, um desenvolvimento racional.
       Para isso, atitudes simples devem ser observadas para combater o agravamento das conseqüências da degradação ambiental como: a separação do lixo para a coleta seletiva, movimentos que incentivem a reciclagem, instalação de catalisadores nos escapamentos de carros e uso da carona ou do transporte coletivo sempre que possível. A um nivel maior, deve-se investir em novas tecnologias de energia, educação ambiental nas escolas e leis mais rígidas e que sejam efetivamente cumpridas contra aqueles que atentarem contra os vários tipos de vida da Terra.
       Cuidar da nossa casa é o mínimo que devemos fazer para retribuir tantos presentes maravilhosos que recebemos todos os dias e que permitem a manutenção da vida no planeta. O homem, sendo parte integrante da natureza, deveria conscientizar-se que destruir o meio ambiente é um passo certeiro rumo a autodestruição.



Um comentário:

  1. show cara, gostei da forma que voce explicou xD
    e eu jah faço a minha parte 8D

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