segunda-feira, 23 de maio de 2011

Acerca dos novos rumos para a educação

Gênero: Editorial.
Contexto: Discurso da presidente Dilma sobre a educação ser prioridade em seu governo como visto em


ACERCA DOS NOVOS RUMOS PARA A EDUCAÇÃO      

       Fim de fevereiro. Fim do segundo mês de um novo governo. É tempo de mudanças: veja só a eleição da primeira mulher Presidente da República por uma sociedade tradicionalmente machista. Talvez, por isso, a hora para transformações no ensino público brasileiro não possa ser outra senão essa.
       É consenso entre nossa nação que a rede pública de educação no Brasil - pelo menos no que tange os ensinos fundamental e médio - vive uma eterna crise desde que Vargas abandonou a política. A idéia fica ainda mais forte com a divulgação de dados do ENEM 2009, que apontam que das mil melhores escolas do país apenas 9% são públicas. E o que dizer dos 70% de alunos dessa rede de ensino que não aprendem o mínimo requerido em português e matemática nas 5ª e 9ª séries do Ensino Fundamental?
       As causas para esse estado crítico na educação são inúmeras e conhecidas por todos. Além dos investimentos insuficientes, temos uma péssima gestão e subaproveitamento de professores. A Finlândia, por exemplo, não investe nem o dobro que o Brasil em educação e seu sistema público de ensino é o mais eficiente (e invejado) do mundo segundo dados da ONG Transparência Mundial. No mesmo relatório, a Finlândia ocupa o 4º lugar no ranking dos menos corruptos enquanto nós ficamos abaixo da posição 65.
       Observa-se, portanto, que a deficiência da educação pública de nosso país está diretamente ligada à corrupção, uma vez que ela não permite total aproveitamento dos recursos enviados. Alguém se lembra do caso do desvio de dinheiro para a merenda escolar em uma escola pública de São Paulo? O ideal seria que o governo perdesse o medo de investir no ensino, pois qualquer gasto nele gera não só conhecimento, mas economia. Segundo pesquisa liberada pelo IPEA esse ano, para cada R$1,00 aplicado em educação há um acréscimo de R$1,85 no PIB brasileiro. É o setor que mais dá lucro ao país, ao lado da saúde (R$1,70). Por outro lado, percebe-se uma grande aplicação de recursos no Ensino Superior público, o mais desejado pelos vestibulandos de todo o país, tanto pela vantagem econômica quanto pela qualidade. É aí que encontra-se o paradoxo: enquanto se investe tanto em instituições de Ensino Superior, o Fundamental e Médio vão definhando. E como ingressar numa universidade federal/estadual tendo uma péssima base? Mas nem tudo tem a ver com dinheiro. É preciso sim investir mais, mas, sobretudo, investir melhor.
       Organizar projetos de qualificação e valorização do professor é fundamental para o aumento do aprendizado. E apesar de ambiciosas mais duas ações poderiam ser tomadas: a primeira visando retirar da grade de ensino matérias irrelevantes à vida do aluno e que apenas aumentam a taxa de reprovação. A segunda seria descentralizar o poder daqueles grupos que monopolizam a educação, haja vista o ENEM e seus incontáveis desastres.
       Apesar de tudo acima exposto, não é intenção deste editorial criticar ou estabelecer soluções para o problema da educação pública. Os fatos estão no cotidiano de todos os estudantes afetados, e as soluções são instintivas para qualquer um. O que toda a equipe deseja é que neste novo ano e governo as páginas desta revista (e porquê não de nossas concorrentes?) estejam recheadas com matérias sobre como o ensino público está melhorando. Se "país rico é país sem pobreza", então que a principal pobreza a ser combatida seja a da falta de educação de qualidade.



quarta-feira, 11 de maio de 2011

Pátria amada, Brasil!

Às margens plácidas do Ipiranga ouviram o brado retumbante de um povo heróico
e, nesse instante, o sol da Liberdade brilhou em raios fúlgidos no céu da Pátria. 
Se conseguimos conquistar com braço forte o penhor desta igualdade,

em teu seio, ó Liberdade, o nosso peito desafia a própria morte.

Ó Pátria amada, idolatrada, salve, salve!


Brasil, se a imagem do Cruzeiro resplandece em teu céu formoso, risonho e límpido,
um sonho intenso, um raio vídido de amor e de esperança desce à terra.

És belo,

és forte,
impávido colosso gigante pela própria natureza.
E o teu futuro espelha essa grandeza.
 


Ó pátria amada, Brasil, tu, entre outras mil, és terra adorada! Pátria amada, Brasil, és mãe gentil dos filhos deste solo!
 


Ó, Brasil, florão da América, deitado eternamente em berço esplêndido, ao som do mar e à luz do céu profundo fulguras iluminado ao sol do Novo Mundo!


Teus campos lindos,
risonhos,
têm mais flores do que a terra mais garrida.

Nossos bosques têm mais vida,
nossa vida no teu seio mais amores.
 Ó Pátria amada, idolatrada, salve, salve!


Brasil, [que] o lábaro estrelado que ostentas seja símbolo de amor eterno
e [que] o verde-louro dessa flâmula diga: - Paz no futuro
e glória no passado.
Mas se ergues a clava forte da justiça
verás que um filho teu não foge à luta.
Quem te adora não teme nem a própria morte.

Ó pátria amada, Brasil, tu, entre outras mil, és terra adorada! Dos filhos deste solo és mãe gentil, Pátria amada, Brasil!